terça-feira, 28 de junho de 2011

Basta estender a mão

Recentemente, a Deputada Estadual Myrian Rios causou polêmica em seu discurso na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro contra a proposta de emenda constitucional do deputado Gilberto Palmares. Seu discurso foi leviano, difamatório, irresponsável e extremamente preconceituoso.

Para entender melhor, a proposta de emenda diz o seguinte (veja o texto na íntegra aqui):


Art. 1º - O Art. 9º, § 1º da Constituição Estadual passa a ter a seguinte redação:

Art. 9º - (...)

§ 1º - Ninguém será discriminado, prejudicado ou privilegiado em razão de nascimento, idade, etnia, raça, cor, sexo, orientação sexual, estado civil, trabalho rural ou urbano, religião, convicções políticas ou filosóficas, deficiência física ou mental, por ter cumprido pena nem por qualquer particularidade ou condição.


Em outras palavras, acrescenta-se a expressão orientação sexual para que esse aspecto da condição humana seja incluído nos direitos individuais e coletivos dos cidadãos do Rio de Janeiro. Para deixar ainda mais claro, nenhum cidadão e nenhuma cidadã poderia (caso a emenda tivesse sido aprovada) ser discriminado/a ou provilegiado/a em razão do nascimento, da idade, da etnia, da raça, da cor, do sexo, da orientação sexual, do estado civil, do trabalho rural ou urbano, da religião, das convicções políticas ou filosóficas, da deficiência física ou mental, de ter cumprido pena ou de qualquer outra peculiaridade ou condição. Resumindo, todos e todas são iguais perante a lei. A mim parece simples. Mas a deputada não concorda com isso porque, segundo ela, com essa emenda ela perderia seu direito de ser heterossexual (o que aparentemente implica dizer que, por consequência, ela perderia o direito de discriminar quem manifestasse uma sexualidade diferente da sua).

Ela disse em seu discurso:


“Essa PEC vem tirar o nosso direito de sermos héteros e de termos uma orientação sexual homem com mulher e mulher com homem. Não podemos ter a orientação sexual com que fomos criados, para viver o homem com a mulher e a mulher com o homem? Só temos cuidar para que não se fira a orientação sexual dos homossexuais?”



No início de sua fala ela afirma:



"Eu não sou preconceituosa e não discrimino. [...] Eu prego o amor e respeito ao próximo."



Mas quando ela reclama: "Ora, se somos todos iguais, com os mesmos direitos, eu também tenho o direito de não querer um funcionário homossexual na minha empresa", isso não é preconceito? Isso não é discriminação?



"[...] a babá mostra que a orientação sexual dela é ser lésbica. [...]Se a minha orientação sexual não for essa, for contrária, e quiser demiti-la, eu não posso, pois vou estar enquadrada nessa PEC. Vou estar enquadrada como preconceituosa e discriminadora. São os mesmos direitos. O direito que a babá tem de se manifestar na orientação sexual dela como lésbica, eu tenho como mãe de não querê-la na minha casa como babá de minhas filhas. Dá-me licença? São os mesmos direitos."


"[...]Só que com essa PEC-23 e com essa emenda, eu não tenho esse direito. Eu vou ter que manter a babá na minha casa, cuidando das minhas meninas Eu não vou poder fazer nada. Eu não vou poder demiti-la, porque está aqui: “ninguém será discriminado, prejudicado ou privilegiado”. Eu quero essa liberdade para minha escolha e orientação sexual – também."


"[...]Eu quero a lei para mim também. Quero a lei para mim para demitir sim; para explicar que na minha casa a orientação sexual é outra."



O que a deputada mostra através de sua fala é que, além de (1) não compreender o que diz o texto da emenda; (2) não saber a diferença entre orientação sexual e opção; (3) trazer a religião para o debate sendo que o estado brasileiro é laico; e (4) ainda ofender os homossexuais de uma forma que não pretendo repetir aqui, (5) ela diz que se o direito de manifestar a orientação sexual existe, também deve existir o direito de manifestar-se contra essa orientação (e que isso – na cabeça dela – não é discriminação nem preconceito). E claro, tudo isso em nome de Deus.


Eu quero a lei para mim também”. Será que ela não percebe que a lei já é pra ela? Que o objetivo é incluir aqueles e aquelas que vêm sendo excluídos de uma sociedade que não aceita diferenças? Será que ela não percebe que ela pode andar de mãos dadas com o marido/namorado, ela não vai perder seu emprego por ser heterossexual, ela não vai ser acusada de pedofilia. Ela não precisa de lei porque, infelizmente, quando se fala que a constituição brasileira assegura igualdade para todos, esse "todos" representa a maioria hegemônica. Em outras palavras, entre jovens e velhos, brancos e negros, homens e mulheres, cristãos e não cristãos, heterossexuais e homossexuais quem usufrui mais da tão aclamada igualdade? Por outro lado, quem corre mais riscos de perder seus direitos?


Mas chega de Myrian Rios. No dia do orgulho LGBT, o que quero dizer é que a vida seria bem mais fácil se as pessoas fossem capazes de se levantar e estender a mão.



Este texto faz parte da blogagem coletiva organizada pelas Blogueiras Feministas para o dia do orgulho LGBT.




quarta-feira, 18 de maio de 2011

Guest Post - Como entender as mulheres

Um dos estereótipos bastante conhecido a respetiro das mulheres é que nós somos confusas, difíceis de entender, incompreensíveis até. Esse estereótipo pode ser econtrado em várias esferas da vida provada e da social, ele pode ser visto em vários lugares. No cinema, por exemplo, Mel Gibson foi atingido por um raio e começou a ouvir o pensamento das mulheres. Aí ele começou a entendê-las (será?).

A piada abaixo é mais uma daquelas infames que circulam pela internet. Mas esta não foi eu que recebi =D Quem recebeu esta piada de um amigo foi a Diê, mais uma inconformada com o sistema e uma lutadora contra o machismo (nas palavras dela). Ela quer acreditar no feminismo como fonte de cooptação do outro. Nós nosconhecemos através da lista das Blogueiras Feministas (e este post saiu de lá).


Manual para entender as mulheres.

Com muita satisfação informamos que já esta disponível o primeiro volume do "Manual para entender as mulheres".


Está aí, então, a resposta que ela enviou pro tal amigo (para cooptá-lo para o feminismo?) que ela compartilhou com a gente na lista. Agradeço à Diê por ter autorizado que eu publicasse seu texto aqui.


Piadinhas sexistas me faziam abrir um risinho nervso antes. O fato era que eu desconfiava de alguma coisa, mas não sabia o que era exatamente. hoje, acho que sei porque meu riso era nervoso, inseguro.Ocorria-me que, interanemte, não concordava com essa discriminação velada que se escondia sob o véu nebuloso da piadinha e que era reproduzida através dela.

"O quê? Quer dizer que você quer tirar a graça até desse tipo de piada?" Eu respondo que acho o tipo de piada brasileira — que tira sarro de orientação sexual, de mulher e loira, de classe, de cor, tudo isso — me deixa desgostosa. É difícil viver num país que relega ao riso o que é um problemão social — e a desculpa da catarse não ajuda muito, porque não enfrenta o problema no sentido de querer resolvê-lo. E o pior é saber que não é só no Brasil que falar de mulher como um ser incompreensível é fonte de piada...

E por que é um problema piada de homem que não entende mulher? Porque ela denota uma realidade difícil de encarar: homens com suas limitações de compreensão do outro — por falta de um processo de educação informal e formal que lhes permitisse desenvolver habilidades atribuídas erroneamente apenas ao sexo feminino: capacidade de diálogo, habilidade para lidar com conflitos emocionais — vivem relacionamentos insatisfatórios com mulheres, isso quando não apelam para a violência física ou vivem sem elas. Essa realidade-problema vive um ciclo vicioso na medida em que eles, ao não encararem o problema, retomam piadinhas de gênero para tapar buraco. Daí que piadinha não ajuda a avançar.

Ninguém aqui quer acabar com as piadas. Mas elas só serão realmente engraçadas quando todos puderem rir. Enquanto forem piadas cujo efeito é separar os sexos pela via do preconceito (pré-ideia) serão somente reprodução da distorção do senso comum.

Para conhecer as mulheres seria interessante esquecer aqueles manuais idiotas de “como pegar uma mulher” e esquecer também todos aqueles filmes que dicotomizam pelo sexismo o perfil dos relacionantes. Eles são embeciloides.

A minha pista vai por um caminho bem incomum para a maioria dos homens. Diria isto: procure ler um pouco da história das mulheres através do feminismo. Esse, sim, é um passo para conhecer as mulheres.

Mas por que tem que ser pela história do feminismo? Porque foi pelo feminismo que se pôde mostrar a mulher real e a realidade da mulher. Ele configurou a modalidade de escrita pelas mulheres. Até então a história não tinha elemento feminino para contar, porque os homens, dominantes pela força, foram acostumados a hierarquizar os saberes e, dentro dessa hierarquia, o saber sobre a mulher não alcançava um patamar primário, como é sabido. Essa hierarquia valorizava histórias de homens que tinham poder de governar e/ou poder de se apropriar e acumular moedas, além de registrar a versão unilateral dos que se impuseram sobre outros grupos por meio da força e/ou da ideoalogia. Daí a mão que escrevia a história não se dedicava à mulher. O pouco da história que se dedicava à mulher era a visão daquele que aprendera que ela era o sujeito vencido e/ou objeto ostentatório de uma cópula bem sucedida do ponto de vista da reprodução. Então, que conhecimento acerca da mulher pôde resultar desse tipo de perspectiva, não é? Ocorreu nesse processo que a história da mulher nunca pode ser construída de fato pela própria mulher, mas, por homens que montaram uma relação baseada em uma hierarquia, tal qual fizeram com o conhecimento. O resultado disso, nós sabemos, é trágico para ambos. Poucos são aqueles homens que conseguem viver uma relação — no trabalho, na família, no relacionamento amoroso e sexual — realmente satisfatória com uma mulher, sendo o inverso, ou seja, para a mulher, muito mais cruel ainda.

Enquanto a mulher for descrita, narrada, interpretada por homens de acordo com a relação de dominação, não haverá conhecimento real da mulher. Homens inteligentes, percebam isso! Em razão do encontro da herança desse movimento de dominação masculina e do momento atual em que as mulheres estão tentando cotidianamente construir sua própria história e trajetória é que surgem as afirmativas masculinas de não entendimento das mulheres. Os mais brutos apenas ficam no discurso circular de que elas são contraditórias e difíceis, mas eles se esquecem de buscar outras fontes de conhecimento sobre a mulher, não se esforçam em trocar o disco do senso comum que afirma sempre a mesma tolice e mascaram toda essa ignorância por meio das piadinhas sexistas. E há aquele outro time que diz assim: “por que mexer num time, se eu (homem) estou ganhando, não é mesmo?” Esses são os cínicos que friamente propalam as tais piadinhas, já que têm a consciência de que com isso vão continuar a colher benesses mesquinhas com a desigualdade estabelecida há tempos.

Aqueles, contudo, que buscam aprender sobre a mulher e sua história, vão logo perceber através da literatura feminista o quão difícil tem sido construir a própria história em meio a um ambiente tão sufocante. Mas vão aprender, sobretudo, que identidade é um processo — e aquilo que parecia contraditório para os homens revelar-se-á a faceta mais incrível da identidade de qualquer ser humano culturalizado: ela (a identidade) não é um produto acabado da natureza, ela não é estática, ela não é imutável, ela não é a-histórica, ela não é linear. Com isso, o mito dicotômico naturalizante que diz “homens são assim e as mulheres são assim” desmoronará. Então, os homens vão aprender por meio das leituras feministas que a mulher está continuamente construindo a si mesma, aos seus desejos, valores, objetivos, amores e humores e que está cada vez mais lutando contra os horrores de tanto tempo de subserviência, mas sem necessariamente querer destruir os seus algozes homens. Mas, nesse processo, o mais interessante é que os homens vão aprender também a (re)conhecer a si mesmos.

terça-feira, 8 de março de 2011

No dia internacional da mulher

Ainda...

Poderia usar este espaço e este dia pra lembrar uma série de questões referentes à situação das mulheres. Somos vítimas de violência. Ainda dedicamos mais horas ao trabalho doméstico. Ainda somos as maiores responsáveis pelo cuidado com os/as filhos/as e com os/as idosos/as. Ainda temos de lutar para ter plenos direitos sobre nosso corpo, nossa sexualidade, nossa capacidade de reprodução. Ainda ganhamos menos no mercado de trabalho e ocupamos mais postos informais. Ainda vemos nossa imagem sendo usada pela propaganda, pelos programas de TV, pelo cinema etc. em função do capitalismo, mantendo estereótipos e reiterando preconceitos....

Por outro lado...

Temos uma Presidenta da República. Temos uma lei para proteger as mulheres da violência doméstica. Cada vez mais mulheres completam cursos de graduação e pós-graduação. Cada vez mais mulheres ocupam postos antes exclusivamente masculinos. Cada vez mais homens se envolvem no cuidado com os/as filhos/as. A cada dia ampliamos mais o som da nossa voz...

O feminismo trouxe essas e outras conquistas para as mulheres e para os homens, sim, porque um mundo mais igualitário beneficia a todas e a todos.

Mas na verdade queria falar outra coisa...

Eu quero falar de um mito, entre tantos, que envolve o que é ser mulher e o que é ser feminista. Dizem que nós mulheres somos competitivas, que competimos entre nós mesmas, que não existe amizade entre nós e que, como feministas, queremos competir com os homens. Isso não é verdade. E no dia internacional da mulher quero falar de união, de companheirismo, de confiança, de amizade.

A união entre as mulheres nos permite pensar nossas vidas e nossas próprias histórias. Falamos sem medo, sem método, sem cerimônia, sem meias palavras e exorcizamos nossos fantasmas, articulamos nossas ideias, organizamos nossa luta, aprendemos e crescemos umas com as outras.

Somos diferentes, temos objetivos, anseios, angústias diferentes. Há as que moram no interior do Brasil e as que moram no exterior.Algumas de nós cozinham porque gostam. Outras andam de salto alto e chapinha. Tem aquelas que fazem doutorado. Tem as que estudam Física. Também as que assistem novela. Algumas só andam de sandália rasteirinha. Tem as que são mães, as que são filhas, as que têm namorado, marido, as que têm namorada. As que são solteiras. Tem as que gostam de Big Brother. Algumas jogam futebol. Outras são nerd e sacam tudo de informática... e por aí vai. O que temos em comum? A capacidade de criar um espaço realmente democrático no qual todas falam o quanto querem, quando querem. Temos a habilidade de ouvir. Todas somos capazes de concordar e de discordar. Sim, temos um espaço livre para dizermos “não, não concordo”. E isso não nos traz nenhum problema, só enriquece nossa discussão.

Enfim, somos feministas, nossa habilidade está em nos unirmos, nos conectarmos (24 horas por dia!), em construirmos algo juntas e criarmos espaço. O feminismo e os grupos de mulheres nos permitem ver o quanto precisamos desses espaços para compartilhar nossas histórias, para sermos nós mesmas. Espaços livres de julgamento. Porque feminismo é isso, coisa de mulheres que são amigas.

No dia internacional das mulheres, uma homenagem às blogueiras feministas e a todas as mulheres (porque toda mulher sabe a importância da amizade entre mulheres).

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

10 modos de agir feminista - propostas para 2011

Início de ano é sempre momento de reflexão, promessas, compromissos, etc. Então eu resolvi escrever sobre algumas coisas que podemos fazer, buscando um modo de agir mais feminista.

1. Linguagem. Observe o uso que você faz das palavras. Pare de se referir a mulheres como “putas”, “vagabundas”, “fúteis”, “oportunistas”, “cachorras” etc. Palavras como essas são usadas com tanta freqüência que acabam se tornando naturais. Pare de dizer que mulheres que defendem sua opinião são “criadeiras de caso”. Pare de achar que a linguagem é inofensiva. E mais, reconheça que “mulher” hoje é um termo de significado plural. Fazer o que é bom para as mulheres significa também apoiar pessoas que não se identificam com caixinhas de gênero. No final, nossos interesses são os mesmos: desmantelar essas caixinhas, desmantelar a estrutura de poder do patriarcado, ajudar cada pessoa a viver a vida do jeito que bem entendem. Não use a linguagem pra aprisionar as pessoas.

2. Humor. Reavalie sua noção de humor. Pare de fazer piadas que ridicularizam e depreciam mulheres. Pare de fazer piadas sobre a violência contra as mulheres. Perceba que não é socialmente aceitável agir assim, por mais que pareça o contrário. Perceba que, para dar um basta na violência contra as mulheres, as pessoas precisam parar de achar que isso é uma piada. Não trate as mulheres como piada e não deixe que outros o façam. Reaja quando ouvir uma piada desse tipo. Mostre que isso não é aceitável.

3. Violência. Lembre-se de que a violência contra as mulheres é um problema real. Cerca de 70% das mulheres do mundo sofrem algum tipo de violência durante a vida. A cada 15 segundos uma mulher é espancada no Brasil. Participe da luta pelo fim da violência contra a mulher.

4. Privilégios. Reconheça o privilégio branco, o privilégio heterossexual, o privilégio de classe e outros tipos de privilégio. Reconheça seu próprio privilégio. Então, faça o que puder para tentar igualar a arena de batalha para todas as mulheres. Isso significa combater o racismo, a homofobia, o preconceito de classe etc. onde quer que você os veja.

5. Liberdade. Encontre seu próprio caminho na vida. Algumas vezes ser radical é tão simples quanto seguir seu coração. Tentar fazer o que você quer pode ser um caminho cheio de obstáculos sociais, emocionais e psicológicos. Fique solteira. Case-se. Tenha filhos. Não tenha filhos. Dedique-se à carreira. Seja lésbica. Seja heterossexual. Tome conta de sua vida. Faça suas escolhas. Descubra o que ser livre significa pra você e então tente o máximo que você pode para viver assim.

6. Corpo. Se você quer usar maquiagem e se depilar, ótimo. Faça. Mas tenha certeza de que você está fazendo isso porque você quer, não porque você precisa. Se você não quer usar maquiagem ou se depilar, ótimo. Faça do seu jeito. Faça suas escolhas livremente. Mas nunca aceite ser julgada pela (e reduzida a) sua aparência. Não ache normal que outras mulheres sejam julgadas e reduzidas à aparência.

7. Apoio. Apóie outras mulheres ao seu redor e apóie as mulheres que você não conhece. Vivemos num mundo que, infelizmente, aponta o dedo para as mulheres que não estão de acordo com os padrões estabelecidos. E, por incrível que pareça, também se aponta o dedo para aquelas que estão. Reconheça que o mundo quer que você critique a mulher x ou a mulher y. Então pense no contexto sócio-histórico-cultural em que essa mulher se insere.


8. Participação. Envolva-se com alguma organização que ajuda mulheres. Pode ser qualquer tipo de organização que você queira e, se essa organização não existe, crie a sua. Lembre-se de que você tem poder e voz e que você pode ajudar a mudar as coisas ruins que acontecem perto de você. Se você não quer se envolver com alguma organização, apenas tenha vontade de contribuir no sentido de criar um mundo novo e mais justo. Perceba que direitos e deveres devem ser iguais para homens e mulheres.


9. Leitura. Leia, leia, leia. Para ser feminista você tem de conhecer a história das mulheres que vieram antes de você. Há ótimos livros, periódicos e blogs sobre (e de) feministas e feminismos, (você pode encontrar indicações aqui, aqui e aqui ). Ler pode dar ideias poderosas e pode inspirar você a ter suas próprias ideias. Se você não sabe o que ler, pergunte a uma amiga, consulte a internet ou forme um grupo de estudos. Queira saber mais sobre questões feministas.


10. Escrita. Escreva! Comece um blog! Quantas histórias – da TV, do cinema, dos livros, das músicas populares – são contadas por homens. Isso significa que as histórias que consideramos e aprendemos como sendo verdadeiras trazem uma perspectiva masculina, muitas vezes carregada de machismo. Mas nossa geração tem uma nova arma e saber usá-la é um privilégio em relação às gerações anteriores: a internet. Vamos aproveitar esse privilégio e contar nossas próprias histórias, assumir nossas vozes.

Agora sinta-se à vontade para acrescentar seu modo de ser feminista!!